quarta-feira, 1 de maio de 2013

PLEUROPLOCA AURANTIACA

Concha atingindo até 150 mm de comprimento. Sólida e pesada. Protoconcha com duas voltas, geralmente quebrada nos exemplares adultos. Teleoconcha com seis voltas de sutura marcada e irregular. Espira correspondendo, em vista dorsal, a menos da metade da teleoconcha, ombro das voltas bem acentuado. Volta corporal nodulosa ou lisa,representando dorsalmente em relação a teleoconcha, mais que a metade desta, de formato fusiforme, apresentando 5 cordões nodulosos ou não, ausentes no canal sifonal anterior. Periferia do ombro das voltas lisa ou com 11 nódulos fortes. Abertura de formato ovóide, forrada por um estreito calo liso; lábio columelar com três pregas, sendo a posterior mais fina que as demais; lábio externo fino, crenulado por 22 a 24 dentes. Canal sifonal anterior menor ou correspondendo ao comprimento da abertura; fascíolo conspícuo. Canal sifonal anal largo. A concha apresenta uma coloração amarelada ou branca esverdeada com finas manchas espirais de cor marrom escuro, que se estendem até a margem distal dos dentes do lábio externo. Calo parietal com coloração branco leitoso. Perióstraco fino e claro. Opérculo córneo, em forma de garra, de cor marrom escuro.
Distribuição: Brasil: Amapá ao Espírito Santo (Rios, 1994).
A  espécie habita sobre coral e fundos rochosos com algas calcárias. É encontrada desde a zona entre marés até 72 m de profundidade. Pleuroploca aurantiaca é polimórfica possuindo concha que pode variar desde totalmente nodulosa à extremamente lisa. (Matthew-Cascon, et al., 1989).

 Referências para o Brasil: Matthews & Rios, 1967:71; Matthews, 1968:248; Kempf & Matthews, 1968:93; Matthews et al.,1977:19; Matthews,1978:42; Matthews & Matthews, 1979:71; Matthews-Cascon et al., 1989: 361, fig. 7a-c; Meirelles & Matthews-Cascon, 2003: 49.


Pleuroploca aurantiaca coletada em grande profundidade
mais ao Norte do País.


observa-se o opérculo córneo em forma de garra e a coloração
do animal coletado em zona de entre marés.


Pleuroploca arurantiaca coletada em zona de entre marés predada
por polvo.

terça-feira, 30 de abril de 2013

XENOPHORIDAE

XENOPHORIDAE

 As espécies desta família são bastante curiosas por adicionar pedaços de outras conchas, pedras, corais e até materiais como vidro à sua concha.
Algumas espécies possuem pequenos tentáculos que posicionam o objeto junto a concha enquanto secreções produzidas pela margem do manto cimentam o detrito à concha.
Os opérculos são bastante importantes na identificação da concha.
Existem algumas teorias sobre o motivo que levou os Xenophorideos a adicionar objetos à sua concha.
Uma teoria seria a de função defensiva, onde os objetos serviriam como camuflagem.Outra, funcional, onde estes objetos aumentam a margem periférica da concha aumentando a sua estabilidade, e a alimentar, em que o formato de cone na base da concha propicia uma cúpula sob a qual o animal pode alimentar-se sem expor suas partes moles. A teoria que justifica a adição de objetos como meio de aumentar sua estabilidade é interessante quando aplicada a espécie Stellaria solaris (Linnaeus, 1767), que vive no pacífico, que não possui objetos presos a sua concha em fase adulta, mas que desenvolveu longos espinhos ao redor de sua margem periférica, que proporciona uma base bastante estável.

Seja qual for a teoria, o característico hábito de prender objetos à sua concha, proporciona alguma vantagem evolucionária, já que conservam este comportamento a pelo menos 170 milhões de anos.
www.conchasbrasil.org.br


Xenophora conchyliophora Born,1790


Foto; www.shelltrips.com
Xenophora conchyliophora Born,1790
visto de cima parece apenas um montículo de
entulho.


Xenophora pallidula Reeve,1842
carregando um pedaço de coral .
Foto; Associação Francesa de Conquiologia.


Stellaria solaris L.,1764
Foto; www.idscaro.net
SEASHELLS COLLECTION


Xenophora conchyliophora Born,1790


Onustus longleyi (Bartschi,1931)


ULTIMAS AQUISIÇÕES


Anctus angiostomus (Wagner,1827) Paulo Afonso,Bahia
Coletado pelo colega Geraldo Pomponet

Colubraria muricata (Lightfoot,1786) Samal Island,Mindanao
Philippines

Elliptio dilatata (Rafinesque,1820) Delaware,Ohio,USA

Ptychobranchus subtentum (Say,1825) Clinch River,Tennesse,USA

Gyrineum pulchrum (Gray & Sowerby,1836) Chii-Lung , China

Vista dorsal


Galeodea echinophora (L.,1758) Palermo,Italy

Argonauta nouryi Lorois,1852-Salango Island ,Ecuador

Pecten keppelianus Sowerby,1905 Port Gentil,Gabon.

detalhe

Spondylus regius L.,1758 Zamboanga,Philippines

Spondylus variegatus Schereibers,1793 Mactan,Cebu.

detalhe

Conus betulinus  L.,1758 Dar Es Salaam,Tanzania.
Antigona magnifica (Hanley,1845) Philippines
Pleuroploca aurantiaca L.,1758 Brasil
Trachycardium isocardia (L.,1758) Venezuela
Pachycymbiola brasiliana (Lamarck,1811) Santa Catarina-Brasil
Nautilus Pompilius L.,1758 Philippines

Serie crescimento, Conus betulinus  L.,1758