domingo, 18 de agosto de 2013

ULTIMA SAÍDA 17/08/2013

Dei uma passada na praia para ver o que encontrava, afinal tem chovido bastante e é sempre uma boa hora para quem coleta. Infelizmente a quantidade de moluscos tem diminuído bastante com o passar dos anos. Até mesmo as microconchas estão difíceis de encontrar.
No passeio dei de cara com uma banquete oferecido pela natureza. 

Urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus)
Tartaruga que veio dar na praia.
Encontrei este carinha que eu nunca tinha visto, parece uma enguia marinha.


Como a praia só tava boa mesmo pros urubus fui à casa do Geraldo Pomponet para ver as últimas aquisições.
Perotrochus sp













Cypraea friendii friendii Gray, 1838


Neorapana grandis -Galapagos

C. spectrum de bom tamanho

Chicoreus spectrum (Reeve, 1846) grande como este
coletado na década de 80 não se vê mais por aqui.

Chicoreus spectrum (Reeve, 1846)

 Um enorme Conus textile 



 O raro Conus tostesi Petuch, 1979 s´encontrado
ao sul do Pais

Voluta ebraea com um padrão totalmente
diferente.


Um lote de Cypraea surinamensis trazidas do nordeste
Estas eu já estava esperando.


sábado, 17 de agosto de 2013

CYPRAEAS do BRASIL

No Brasil temos apenas quatro espécies de Cypraea as comuns Luria cinerea, Erosaria acicularis  a Macrocypraea zebra e a  Propustularia surinamensis é rara e a menos conhecida das quatro espécies .
Encontrada inicialmente no trato digestório do peixe peixe-sapo no Brasil e pacamon nos EUA O Anphychthys cryptocentrus (Cuvier & Valenciennes, 1837) é sempre capturado em grandes profundidades.
Finalmente consegui anexar esta espécie a minha coleção.


















Propustularia surinamensis (Perry, 1811)
















Luria cinerea (Gmelin, 1791)

Erosaria acicularis (Gmelin, 1791)

Macrocypraea zebra (Linnaeus, 1758)

Série de crescimento da Macrocypraea zebra




Em algumas espécies, os dois lobos do manto recobrem totalmente a superfície da concha e, por isso, a região dorsal apresenta uma linha divisória típica (exatamente no ponto onde os lobos se encontram), chamada de linha dorsal
As papilas do manto têm formas e cores variadas, sendo estas últimas normalmente semelhantes às cores do substrato onde o animal vive, o que lhe proporciona uma boa camuflagem contra predadores.
As conchas das formas juvenis não se parecem nem um pouco com as do animal adulto, sendo mais semelhantes às conchas de alguns caramujos da ordem Cephalaspidea. Elas também raramente exibem o mesmo padrão de cores que o indivíduo adulto e, por isso, podem apresentar uma dificuldade maior para identificar a espécie.
A espira é visível nas conchas juvenis mas, à medida que o animal cresce, a concha se espessa e ela termina por ser recoberta, restando apenas uma leve saliência ou depressão na parte externa da concha. As formas juvenis também possuem o lábio externo delgado e desprovido de dentes, enquanto nas formas adultas o lábio se espessa e se curva para o interior da concha, dando origem a uma abertura longa, estreita e ladeada por "dentes".3

Outra característica interessante desta família é que nenhuma das espécies apresenta opérculo (são inoperculadas), como as Olividae. 










quarta-feira, 1 de maio de 2013

PLEUROPLOCA AURANTIACA

Concha atingindo até 150 mm de comprimento. Sólida e pesada. Protoconcha com duas voltas, geralmente quebrada nos exemplares adultos. Teleoconcha com seis voltas de sutura marcada e irregular. Espira correspondendo, em vista dorsal, a menos da metade da teleoconcha, ombro das voltas bem acentuado. Volta corporal nodulosa ou lisa,representando dorsalmente em relação a teleoconcha, mais que a metade desta, de formato fusiforme, apresentando 5 cordões nodulosos ou não, ausentes no canal sifonal anterior. Periferia do ombro das voltas lisa ou com 11 nódulos fortes. Abertura de formato ovóide, forrada por um estreito calo liso; lábio columelar com três pregas, sendo a posterior mais fina que as demais; lábio externo fino, crenulado por 22 a 24 dentes. Canal sifonal anterior menor ou correspondendo ao comprimento da abertura; fascíolo conspícuo. Canal sifonal anal largo. A concha apresenta uma coloração amarelada ou branca esverdeada com finas manchas espirais de cor marrom escuro, que se estendem até a margem distal dos dentes do lábio externo. Calo parietal com coloração branco leitoso. Perióstraco fino e claro. Opérculo córneo, em forma de garra, de cor marrom escuro.
Distribuição: Brasil: Amapá ao Espírito Santo (Rios, 1994).
A  espécie habita sobre coral e fundos rochosos com algas calcárias. É encontrada desde a zona entre marés até 72 m de profundidade. Pleuroploca aurantiaca é polimórfica possuindo concha que pode variar desde totalmente nodulosa à extremamente lisa. (Matthew-Cascon, et al., 1989).

 Referências para o Brasil: Matthews & Rios, 1967:71; Matthews, 1968:248; Kempf & Matthews, 1968:93; Matthews et al.,1977:19; Matthews,1978:42; Matthews & Matthews, 1979:71; Matthews-Cascon et al., 1989: 361, fig. 7a-c; Meirelles & Matthews-Cascon, 2003: 49.


Pleuroploca aurantiaca coletada em grande profundidade
mais ao Norte do País.


observa-se o opérculo córneo em forma de garra e a coloração
do animal coletado em zona de entre marés.


Pleuroploca arurantiaca coletada em zona de entre marés predada
por polvo.