sábado, 15 de dezembro de 2012

MUSEU PETRÔNIO COELHO

Um museu com 32 mil amostras de espécies marinhas será inaugurado na terça-feira (23), na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Zona Oeste do Recife. O acervo foi coletado nos últimos trinta anos e traz espécies raras da fauna e da flora marinha que ainda não são nem conhecidas e que já estão extintas. O investimento no prédio e nos equipamentos do museu, que é o único do Norte e Nordeste, foi de R$ 2 milhões.
Os principais estudos a serem realizados no museu serão de taxonomia, que é a identificação das espécies. Com o material detalhado, será possível aprimorar as técnicas de manejo, fazer trabalhos de conservação e beneficiar indústrias como a de medicamentos, que produz remédios contra alguns organismos.
O acervo vai ser utilizado por pesquisadores pernambucanos e também de outros estados e até de outros países. “Essas espécies, que originaram a vida nos oceanos, através delas começa toda a teia da vida, a cadeia alimentar. Desses organismos são retiradas substâncias importantes na cura de doenças graves, como câncer e Aids. A indústria farmacêutica utiliza drogas retiradas do ambiente marinho na produção”, contou a o professora Sigrid Leitão, coordenadora do departamento de oceanografia da UFPE.
As amostras são conservadas em vidros. O museu tem a segunda maior coleção do Brasil de esponjas e a terceira de crustáceos. Outros acervos importantes são os de moluscos, estrelas do mar e ouriços. Nos peixes, há um fóssil de 125 milhões de anos. Ainda estão expostos a conhecida “barata do mar” e um camarão de água doce de tamanho avantajado.
O Museu Professor Petrônio Alves Coelho, localizado no prédio em frente ao Departamento de Oceanografia, no Centro de Tecnologia e Geociências (CTG), tem 600 metros quadrados, possui sete laboratórios e um auditório. A visitação deve ser agendada. “Para o público em geral, visitas podem ser feitas de maneira agendada. Temos abertura para receber escolas desde nível fundamental até os universidades de outros locais”, falou Jesser Fidelis, curador do espaço. Para agendar visitas, é preciso ligar para o telefone 2126.8225.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

UMA NOVA LINHA DE PESQUISA-EQUINODERMOS


O Estado da Bahia possui o maior litoral da costa brasileira, com ambientes que variam de recifes a baías passando por diversos tipos de praias. Entretanto, muito pouco é conhecido sobre a taxonomia do grupo. Nas praias de Salvador são encontrados apenas registros sobre a ecologia das espécies,permanecendo grande parte da fauna do litoral norte baiano, praticamente desconhecida.
O Filo Echinodermata é composto por cinco Classes, 7000 espécies recentes e 13000 espécies fósseis
(Brusca & Brusca, 2003), sendo no Brasil registradas atualmente 329 espécies (Tomassi, 1999). Os
equinodermos são importantes componentes do bentos costeiro, sendo predominantemente marinhos e
ocupando diversos tipos de substrato, se adaptando para fixar a substratos rochosos, lodosos, arenosos,
em madeira submersa ou em epibiose.


Fóssil no Museu de Geologia da Bahia

Vista aboral do disco e escudo radial
Ophiothrix angulata

Vista oral do disco,base dos braços e fendas bursais.

Vista aboral do disco e escudo radial
Ophiocoma echinata

Vista oral do disco,base dos braços e fendas bursais.

Vista aboral do disco e escudo radial
Ophioderma appressa

Vista oral do disco,base dos braços e fendas bursais.

Vista aboral do disco e escudo radial

Vista oral do disco,base dos braços e fendas bursais.


Echinaster brasiliensis Müller e Troschel




Linckia guildingii Gray,1840

Linckia guildingii fotografada em Itapoã





Processo de regeneração


Carapaça do Eucidaris tribuloides Lamarck., 1816





Carapaça do Echinometra lucunter L.,1758

Carapaça do Lytechinus variegatus (Lamarck, 1816)

Mellita quinquiesperforata  (Leske, 1778)
Arbacia lixula (Linnaeus, 1758)

Echinometra lucunter L.,1758
Eucidaris tribuloides Lamarck., 1816
Lytechinus variegatus (Lamarck, 1816) ouriço-roxo e
um Eucidaris tribuloides-ouriço-satélite
Lytechinus variegatus (Lamarck, 1816)
Espécie de holotúria

sábado, 17 de novembro de 2012

NUDIBRÂNQUIOS



Com aproximadamente 3.000 espécies,os nudibrânquios, que pertencem a Superordem Opisthobranchia,situam-se entre os moluscos mais belos que há. Apresentam manto ou concha bem reduzida ou completamente ausente. A superfície corporal dorsal é bastante aumentada na maioria dos nudibrânquios pelas projeções chamadas CERES, que podem ter a função de defesa contra predadores (Rupert e Barnes,1994). São tipicamente predadores de esponjas, ascídias,briozoários,octocorais e outros moluscos. Como suas presas sésseis produzem ou acumulam substâncias que podem apresentar atividade biológica, estes moluscos terminam por adquirir e acumular estas substâncias.


Foto:Marcelo Castro

G.atlanticus depreda organismos pelágicos de maiores dimensões, entre os quais cnidários como a caravela (Physalia physalis), Velella velella e Porpita porpita e moluscos pelágicos como Janthina janthina. Conhecem-se casos em que exibe comportamento canibal, predando exemplares da própria espécie.
G. atlanticus é capaz de se alimentar de P. physalis porque exibe imunidade ao veneno dos nematocistos daquela espécie, consumindo a caravela inteira selecionando e armazenado as toxinas e osnematocistos para seu próprio uso. O veneno é recolhido em sacos especializados localizados nas pontas dos seus apêndices (os "dedos" das suas extremidades)
Dado que Glaucus armazena o veneno, pode produzir um efeito ainda mais potente e mortal do que o resultante diretamente da toxina da caravela.
Com a ajuda de um saco cheio de gás no seu estômago, G. atlanticus flutua perto da superfície. A combinação dos efeitos resultantes da posição do saco e da tensão superficial da água fazem com que se mantenha em posição invertida: a superfície dorsal é na realidade o pé. A sua coloração azulada serve de camuflagem.


Glauco atlanticus Foster,1777
Foto:Marcelo Castro

Alimentando-se de uma Caravela Portuguesa.
Foto: Bill Rudman

Porpita porpita

Foto: Marcelo Castro


Micromelo undatus (Bruguière, 1792),Itapoã,Ba.2012
Foto: Marcelo Castro

Segundo um estudo o animal está começando a livra-se da concha ,que está se tornando mais fina  e menos importante como órgão de proteção.
Foto; Marcelo Castro